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Febre Aftosa: técnicos exercem papel essencial para conscientização das boas práticas de vacinação

O mês de novembro está chegando e com ele mais uma campanha de vacinação contra febre aftosa, mesmo em atividades tão tradicionais como a vacinação ou vermifugação, a busca pela excelência dentro da pecuária de corte e leite é incansável, o pecuarista precisa estar atento ao uso de produtos e tecnologias desenvolvidas para garantir mais qualidade, higiene, produtividade e rentabilidade para o seu bolso.

A execução das boas práticas de manejo hoje em dia é fundamental na fazenda, os médicos veterinários, zootecnistas e técnicos, exercem um papel essencial ao revisar os procedimentos com a equipe e incentivar a importância das boas práticas de vacinação para que se atinja um bom resultado.

“Deve-se ter bastante atenção na troca das agulhas, ver se estão adequadamente higienizadas, com a ponta reta e em formato bisel trifacetado. É aconselhado a troca de agulha a cada 10 animais vacinados ou vermifugados, isso evita transmissão de doenças e formações de abscessos.  A vacinadora também deve ter precisão e deve ser higienizada antes de iniciar o manejo de aplicação dos produtos, Giana alerta ainda que “se a dose for pequena, a capacidade da seringa deve ser menor para maior precisão”. E, cita como exemplo a vacina contra a Febre Aftosa, cuja dose atual é de 2 ml. “Por que não utilizar uma vacinadora de 2ml ao invés de 50ml?”, questiona e lembra que atualmente existem opções de seringas de fluxo contínuo, onde o frasco pode ser acoplado direto na vacinadora ou se o frasco for grande, o mesmo é ligado por uma mangueira até a vacinadora. “O uso de equipamentos adequados garante o sucesso nos resultados sanitários e consequentemente melhoram a produtividade do rebanho”, comenta Giana Hirose, médica veterinária e gerente nacional de vendas da empresa Agrozootec.

Com isso, de nada adianta o produtor ter um avançado sistema de produção em sua propriedade, mas pecar em pontos básicos de manejo.

“A precisão é um ponto crucial quando se trata de manejo sanitário, pois sem os equipamentos apropriados e devidamente regulados, corre-se o risco de aplicar uma subdosagem no animal e isso pode interferir negativamente na reposta imunológica ou reprodutiva, causando falha no protocolo realizado”, comenta Giana Hirose. Por outro lado, complementa que “com a superdosagem, há risco de se criar uma resistência ao medicamento, impacto ambiental e desperdício de produto”.

Ela finaliza que “não existe fórmula mágica ideal para todos, cada produtor deve analisar suas necessidades como gestão, clima, instalações e capacitação da equipe. É preciso olhar além do tradicional, pois cada fazenda tem suas peculiaridades de melhoria no manejo, garantindo assim, o seu melhor resultado”. O importante é seguir os processos e executá-los da forma correta.

*Matéria de assessoria enviada por Flávia Tonin.

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