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MILHO DE SEGUNDA SAFRA – Produção abaixo da expectativa

Sem luz ideal, temperatura inadequada e excesso de água, a alta produtividade esperada, que chegou a ser cogitada como próxima do teto produtivo, foi reduzida

O equilíbrio da tríade formada pela água, luz e temperatura sofreu algumas alterações ao longo do ciclo do milho de segunda safra em toda a área de abrangência da Coopermota neste ano. A produtividade antes estimada entre 280 e até 320 sacas por alqueire caiu para patamares em torno de 180 e 250 sacas, em média, variando de acordo com as realidades regionais, sejam estas relacionadas ao aspecto de clima, altitude ou perfil de investimento do produtor.

Na maioria dos casos, no momento em que as espigas estavam passando pelo processo de enchimento dos grãos, o clima esteve fechado durante as manhãs e tarde, com chuva em boa parte dos dias que se sucederam. Sem luz ideal, temperatura inadequada e excesso de água, a alta produtividade esperada, que chegou a ser cogitada como próxima do teto produtivo, foi reduzida.

O agrônomo da Coopermota, José Gonçalves Massud, que atua na região de Cândido Mota, explica que em 2016, o plantio do milho começou em quatro de fevereiro e se estendeu até 10 de março.

Naquele ano, no período de início do desenvolvimento dos materiais, entre o final de março e o final de abril, faltou chuva, ocasionando altas temperaturas e clima seco, o que já descartava de início produtividades muito altas para a cultura. Já neste ano, o plantio começou praticamente na mesma época, mas entre os meses de maio e junho, novamente foi a precipitação de chuva em excesso, com céu nublado e baixas temperaturas que atrapalharam as perspectivas que se mostravam muito positivas até aquele momento.

Massud explica que, a partir do momento que o produtor se viu com estimativa mais baixa de alcançar a produtividade então esperada, reduziu os investimentos finais na cultura.

“Se estavam planejando fazer entre duas e três aplicações de fungicidas, fizeram apenas uma”,

comenta. Sem os investimentos e as condições desfavoráveis, o que se verificou foi milho com produtividade em torno de 200 sacas por alqueire, entre aqueles que plantaram mais tarde, e 280 sacas nas lavouras em que o plantio ocorreu mais cedo.

“Tivemos ainda muitos casos de grãos com peso abaixo do esperado. Espigas bonitas, mas sem peso”,

comenta.

Na região de Iepê, a produtividade média ficou em torno de 200 sacas por alqueire. O agrônomo Minoru Azato, comenta que aqueles que realizaram o plantio mais tarde obtiveram resultados menos expressivos.

“Tivemos um período de 60 dias sem chover na primeira quinzena de agosto”,

lembra. Segundo ele, a produtividade foi abaixo do esperado, mas o principal problema é que não houve rentabilidade ao produtor.

“Com este preço baixo não está sobrando muito não”,

diz.

Situação semelhante foi percebida na outra extremidade da abrangência da Coopermota, em Santa Cruz do Rio Pardo. Nesta região, a colheita foi iniciada mais cedo e até a primeira semana de setembro todo o milho já estava colhido com uma produtividade média de 250 sacas por alqueire. “Tivemos alguns agricultores que colheram primeira com o registro de produtividade de até 320 sacas por alqueire, mas foi uma realidade mais localizada. Trata-se de um produtor que costuma obter bons resultados, utilizando sempre material de boa qualidade, planta cedo e faz o monitoramento constante de percevejo, com três aplicações, mais uma de fungicida e tratamento de semente. fungicida uma aplicação. Padrão de atuação. Ano passado teve 300 de produtividade.

Já nas terras mais arenosa, a produtividade ficou próxima a 220 sacas por alqueire.

“A média está dentro do que estávamos esperando, embora alguns produtores achassem que produziriam mais”,

comenta o agrônomo da Coopermota de Santa Cruz do Rio Pardo, Rodolfo Alves dos santos – agrônomo.

Ele comenta que os produtores que os milhos plantados por último sentiram uma seca de uns 20 dias, porém não teria sido este o principal fator de redução de produtividade.

“O que mais interferiu foi a adversidade registrada no momento em que estava ocorrendo o enchimento de grãos. Foram duas semanas de chuva e tempo coberto. Com estes fatores, fisiologicamente o milho não consegue fazer a fotossíntese, afetando o enchimento da espiga”,

diz. Avalia, no entanto, que a produtividade alcançada acima de 200 sacas por alqueire já representou alguma rentabilidade ao produtor, tendo em vista as particularidades climáticas do local, sendo uma região com maior altitude e clima mais fresco.

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