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45 anos de Embrapa Soja em Londrina

Agatha  Zago/ Revista Agrícola

A Embrapa Soja está comemorando nessa quinta-feira, 16 de abril, 45 anos de sua fundação na cidade de Londrina no Estado do Paraná. Com início no ano de 1975, a instituição faz parte do conjunto das 43 unidades de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que são vinculadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Localizada no Distrito de Warta, a organização foi estabelecida na região com o objetivo de atuar no desenvolvimento da cultura da soja no Brasil, oferecendo tecnologia e orientações técnicas para os produtores rurais.

Até o começo dos anos 70, o cultivo da soja era restrito a regiões de clima temperado e subtropicais. Os pesquisadores da Embrapa ajudaram a mudar essa realidade por meio dos seus estudos, criando variedades adaptadas as condições tropicais do nosso país, o que permitiu o cultivo da cultura por todo o Brasil. Hoje, a nossa nação ocupa a segunda posição entre os grandes produtores mundiais e a empresa é referência mundial no desenvolvimento de tecnologias para a cultura da soja em regiões tropicais.

Desde o seu início até hoje, a Embrapa soja lançou mais de 400 cultivares de soja para todas as diversidades de solo e de clima brasileiro. A entidade tem grande contribuição histórica no agronegócio do país, fornecendo estratégias para manejo de solo e manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas, criação de cultivares de soja com alto potencial produtivo, com sanidade e estabilidade de produção, tecnologia de aplicação de agrotóxicos, prevenção de perdas nas colheitas e muitos outros benefícios proporcionados por suas pesquisas e parcerias.

Nos últimos 40 anos, a cultura que teve o maior crescimento no país foi a soja, que atualmente lidera como o principal produto agrícola exportado pelo Brasil, rendendo anualmente uma média de US$ 33 bilhões em vendas ao exterior, segundo o chefe-geral da Embrapa Soja, José Renato Bouças Farias. Diante desse cenário na produção do grão, Zé Renato reforça que, todas as instituições de pesquisa são de extrema importância, pois tem como foco contribuir para a sustentabilidade da produção agrícola, “além de terem um trabalho idôneo, elas estão em constante busca da contribuição para o sucesso do produtor. A presença desses centros de pesquisa garantem independência tecnologia para o nosso setor. Em tempos de economia globalizada, isso é soberania”.

Todas as inovações e soluções elaboradas pela Embrapa soja são compartilhadas em suas ações permanentes de transferência de tecnologias, com os eventos técnicos-científicos, sua participação em redes de referência, na promoção de treinamento, capacitação e assistência e a disponibilização de conteúdo informativo em suas diversas plataformas, buscando sempre facilitar o acesso as tecnologias geradas por suas pesquisas. “A Embrapa é uma instituição brasileira, isenta de comprometimento econômico com outras empresas, focada em identificar problemas e criar soluções que contribuam para o agronegócio brasileiro”, explica o chefe-geral. Segundo Renato, não é só a tecnologia que está a serviço da produtividade que o produtor tanto almeja, mas também, o conhecimento: “no momento que o técnico começa a ter o conhecimento suficiente para definir o que é melhor para sua produção, ele vai ter mais sustentabilidade”.

A instituição também participa e subsidia tecnicamente discussões sobre políticas públicas como o vazio sanitário, insetos polinizadores, calendarização da cultura da soja, controle da qualidade de sementes e outras questões importantes referentes ao meio ambiente. Com uma visão no futuro, a organização promove estudos que estão na vanguarda do conhecimento, como as inovações em biotecnologia e as mudanças feitas pela agricultura digital.

É com essa perspectiva que a Embrapa Soja vai por em prática o seu projeto Coalização Soja 4.0, visando fortalecer o ecossistema de inovação para a cultura da soja. O projeto estabelece novos patamares tecnológicos e organiza diferentes atores para missões em temas estratégicos e combina modelos que favoreçam maior coordenação entre esforços de inovação e independência tecnológica do Brasil. “A Embrapa auxilia no desenvolvimento do país e é um orgulho poder participar dessa história, na construção do Brasil que todos nós queremos”, finaliza Zé Renato.

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