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Dia nacional do extensionista é comemorado em Londrina

 

Renata Baldo

O Dia Nacional do Extensionista Rural, 6 de dezembro, foi comemorado com atividades especiais em todas as unidades do Instituto Emater. As atividades foram preparadas conjuntamente com a Associação dos Funcionários da Emater (AFA).

Segundo o diretor presidente do Instituto, Rubens Niederheitmann, o desenvolvimento rural sustentável no Estado do Paraná se deve em grande parte aos profissionais da Extensão Rural. “O extensionista leva conhecimento e recursos ao produtor rural, transformando para melhor a vida e a realidade no campo”, nota.

Rubens lembra ainda que o Paraná é referencia nacional na agropecuária e a Extensão Rural tem um papel importante nesta pujança. A extensão rural teve início há 60 anos no Estado do Paraná, estando presente atualmente em todos os seus 399 municípios. Mais de mil profissionais se dedicam ao desenvolvimento rural.

O gerente regional da Emater em Londrina, Sergio Luiz Carneiro, lembra que a extensão rural foi criada em 6 de dezembro de 1948 em Minas Gerais. “A história da extensão é similar a da história da agricultura no Paraná; acompanhou todo processo de desbravamento e da exploração do solo agrícola viabilizando os sistemas de produção que dessem mais renda e diversificação”, comenta.

Para Carneiro, a extensão rural tem uma bonita história. Ela participou não só na questão da produção, mas também em questões ligadas ao meio ambiente. O Paraná, na década de 70, já sofria um processo muito forte de erosão de solo e foram os programas de combate que deram sustentabilidade ao sistema de produção agrícola.

Todo setor produtivo tinha o mesmo foco. “Mais de 20 boas praticas agrícolas foram disseminadas pela extensão rural, incluindo a do terraceamento, e, é claro, com uma participação forte da pesquisa e do próprio setor produtivo que tem em sua base os produtores”, recorda o gerente regional da Emater lembrando que a erosão ainda não é um problema vencido, mas que requer a intensificação das ações de controle, de disseminar maior infiltração de água no soloe reter o escorrimento superficial.

Outra ação muito presente na extensão rural diz respeito ao manejo de pragas. “Com determinada ação desenvolvida nas unidades em que trabalhamos foi possível reduzir pela metade o uso de agrotóxicos, mostrando ser possível conviver com um sistema produtivo eficiente e que não cause tanto impacto ambiental”, relata.

No ponto de vista de Carneiro, a extensão no Paraná sempre foi valorizada pelos seus governos. “O Estado bancou sempre esse serviço sabedor de que era essencial para a sua economia e, é claro, em algum período tivemos a participação mais forte do governo federal, convênios com prefeituras”, lembra.

Na opinião de Carneiro, o Estado paranaense sempre contou e ainda conta com profissionais sérios e que se dedicam para prestar um excelente serviço. “Temos profissionais que não se portam como funcionários, mas se colocam no lugar do agricultor e tem a satisfação em atender este que é guardião de muitos valores morais que se perdem na cidade”, afirma Carneiro reforçando: “o agricultor merece o que tem de melhor, essa seriedade do profissional que o atende com respeito e vai ao encontro de seus interesses”.

FUTURO DA EXTENSÃO – O gerente regional da Emater em Londrina observa estar havendo um aprimoramento da gestão, ou seja, na forma de tomar decisões acertadas para que o resultado se beneficie do melhor aproveitando dos recursos financeiros, materiais, e humanos disponíveis. Isto tudo, sem perder a conexão com a realidade. “Temos que atender de acordo com a realidade do nosso agricultor e seu objetivo que é a melhoria de renda, de qualidade de vida e a preservação ambiental”, finaliza.

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