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Híbridos com alto teto produtivo salvam milho safrinha

O Rally Campeões de Produtividade voltou ao município de Primeiro de Maio-PR para entrevistar o produtor Fabiano Fabrini, filho de Lucélia Aparecida Favarão, que está na liderança das terras da família há 11 anos. A auditoria, dessa vez, foi feita na Fazenda Nossa Senhora das Graças, que tem cerca de 13 alqueires, para determinar a produtividade do híbrido DKB 255, da Dekalb.

Ao todo, na sua região de plantio, o produtor atribuiu 35 alqueires para o híbrido e se mostrou satisfeito com os resultados. Mesmo com a seca e plantando em áreas complicadas e em outras recém-adquiridas, que estão passando por correção do solo e não mantém um nível de fertilidade regulada, o DKB 255 superou as expectativas da família.

Eles já tinham feito um teste com a genética na safrinha do ano passado, em uma pequena parte da propriedade, e o desempenho do híbrido agradou tanto nos ensaios que, nessa safra, aumentaram a área de plantio dele. “Já trabalhamos há anos com a Dekalb, mas com o DKB 255 é a nossa primeira safra e gostamos do resultado. Se mostrou um híbrido muito bom na estiagem”, diz Fabiano.

O produtor ainda ressaltou que o clima foi um dos principais desafios do milho safrinha 2020. Os agricultores da região estavam apostando em produtividades acima de 330 sc/alq com condições climáticas favoráveis, mas o estresse hídrico sofrido pela lavoura foi muito forte. Com um resultado de 285 sc/alq, Fabiano afirma que o híbrido tem um alto potencial produtivo.“Se tivesse dado uma chuva no final tinha passado de 350 sc/alq. Só que, ainda assim, se sobressaiu e conseguiu ter um bom desempenho. Foi uma ótima produtividade para nós”.

Além da seca, a cigarrinha também atrapalhou o desenvolvimento do milho. A formação das espigas é comprometida, ficando com tamanho reduzido e muitas falhas. Alguns lotes da família sofreram mais do que outros, com casos de tombamento e reboleira. “Os pés que a praga contamina ficam muito fracos e acabam caindo. Se a gente não manejar desde o início da cultura a conseqüência no final é pior”, garante Fabiano.

A situação é agravada quando as propriedades ao redor não se preparam para o combate às doenças. O produtor teve um vizinho que escolheu um híbrido suscetível à cigarrinha e, por conta disso, a praga migrou facilmente para as suas terras. “Não depende só de você. Se quem está do lado não cuida o seu complica também, é uma cadeia”, elabora Fabiano. Para vencer os obstáculos do campo, o produtor destacou a importância de um bom manejo e investimento na safrinha. “É um custo maior, mas quem investe mais, colhe mais”, enfatiza.

Nas terras da família ainda não são realizadas rotações de cultura, mas Fabiano já está acompanhando os resultados das lavouras vizinhas que implantaram a estratégia. Segundo o produtor, a cultura do trigo não se adapta bem na região, que tem um clima quente. “Ou perde toda a plantação ou quando grana não dá boa qualidade de pH”, explica. Já a braquiária está se mostrando uma boa alternativa para rotação. “Vamos ver como vai se sair”, comenta Fabiano com expectativa.

O valor da saca do milho, que passou de R$70, foi o grande atrativo dessa safrinha. De acordo com o produtor, a quebra de produtividade na lavoura compensou no preço do grão. “Ninguém esperava esses valores. Antigamente dava trabalho vender por R$19”, lembra Fabiano. Com essa perspectiva positiva no mercado, os agricultores têm um incentivo a mais para se dedicarem ao milho. “Vale a pena cuidar e investir um pouco mais na safrinha, porque, na verdade, hoje ela é uma safrona. Nem no verão colhemos 300 e poucas sacas, e com esse preço ainda!”, diz o produtor animado.

Na visão de Fabiano, o investimento feito pelas genéticas na tecnologia dos híbridos com alta produtividade impulsiona a produção e a competitividade na 2ª safra paranaense, colocando o milho em evidência no cenário nacional. “As empresas que são parceiras do Rally Campeões de Produtividade estão junto com nós também e elas têm investido bastante em tecnologia e aumento de produtividade. Temos que fazer a nossa parte e ir melhorando no manejo, na adubação e nos cuidados”, finaliza o produtor.

 

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