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Dicas para Plantio da safra de soja

O vazio sanitário está no fim, nas principais regiões produtoras de grãos do país, mas apesar da liberação, os produtores devem levar em consideração vários fatores antes de iniciar o plantio da safra de 2016/17.

O maior fator que deve ser considerado é o clima. Na safra anterior, o fenômeno climático El Niño prejudicou muito a temporada de plantio, já nesta safra é a proximidade do La Niña que causa novos desafios ao produtor.

Mesmo com algumas pancadas de chuvas pelo país, ainda não foi o suficiente, o solo ainda continua muito seco e em alguns estados a chuva ainda irá demorar um pouco para chegar. É o caso de estados como Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e das regiões Norte e Nordeste. Mas em Mato Grosso do Sul, São Paulo e o Sul do Brasil, entretanto continuam ocorrendo chuvas mais regulares.

A chegada da La Niña pode interferir atrasando a chuva regular do início do plantio e trazendo chuvas acima da média em março, outra consequência é o prolongamento das precipitações no final do período úmido, o que pode prejudicar a colheita. A orientação dos especialistas em clima para o produtor de boa parte das regiões brasileiras é que não se inicie a semeadura antes do dia 20 de setembro.

As regiões do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul terão atrasos nas chuvas que só devem vir em outubro, portanto a recomendação é que o plantio seja iniciado no fim do mês de setembro, evitando problemas com a estiagem.

O Paraná antecipou o plantio devido a uma autorização da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), mas com uma recomendação que as plantas não germinassem antes do dia 16 de setembro. Quem se antecipou pode ter problemas, pois a chuva não deve chegar ao estado antes do fim do mês e isso pode representar um risco para as plantas. Segundo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pode acontecer duas coisas com esses produtores que se anteciparam. A primeira delas, que diz respeito aos produtores do Centro Sul e do Leste do estado, onde o solo manteve uma umidade maior é que existe chance de as plantas suportarem bem esse período sem água. A segunda, que diz respeito aos produtores do Oeste e Norte do estado, a chance de problemas é maior, pois sem chuvas e sem umidade, o risco da planta não resistir é muito maior.

Assim como o Paraná, esses estados podem aproveitar a liberação e já iniciar o plantio também, pois a boa umidade no solo de regiões como o Rio Grande do Sul, por exemplo, resistirá a esse período sem água.

 

O que o produtor deve fazer?

Os produtores de todas regiões devem considerar os efeitos e riscos do La Niña, mesmo se o fenômeno chegar fraco ao país. Existem uma série de medidas que servem para todos os produtores que vão iniciar o plantio da safra de 2016/2017, cedo ou um pouco mais tarde. São elas:

– Tentar escalonar as semeaduras em pelo menos três períodos diferentes, com uma semana de intervalo em cada uma. Assim, mesmo com veranico, será possível salvar pelo menos duas partes, garantindo uma boa colheita.

– Apostar em plantas de ciclo mais longo, já que o clima não será estável. Em variedades assim, os efeitos podem ser revertidos com o tempo. Em ano de La Niña, plantar soja precoce ou de ciclo rápido não é uma boa ideia, pois se a planta de ciclo curto pegar um veranico, não tem tempo para se recuperar.

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