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Mercado aquecido: as relações comerciais acerca da soja agitam o cenário mundial

A colheita do milho safrinha ainda nem acabou e os investidores já estão de olho na próxima safra de soja. O assunto que vem aquecendo os bastidores do mercado mundial, de acordo com a especialista em commodities agrícolas, Andrea Cordeiro, é uma possível troca nas importações de soja brasileira pela norte-americana, a partir de um decisão do mercado chinês, além dos questionamentos que os investidores têm em relação à colheita da safra do grão norte americano.

No entanto, segundo informações da consultora em commodities agrícolas, Andrea Cordeiro, isso é algo considerado óbvio, visto que o Brasil já havia vendido cerca de 95% da sua produção para China, fazendo-se necessária a busca pelo grão em outra localidade por parte do país oriental, já que precisam reabastecer seu mercado após uma onda de doenças que assolaram o continente asiático.

Outra informação da especialista é que isso acontece naturalmente, visto que o período do ano que o Brasil atravessa — meses de agosto a outubro — gera uma desaceleração dos embarques portuários, enquanto nos EUA começam a fluir. Um fator que corroborou para a agitação do mercado foi que o Rio Grande do Sul teve que recomprar algumas posições, pois vendeu quase toda sua produção e não havia como exportar o produto, tendendo para algumas operações de washouts, que segundo Andrea, possa ter criado uma confusão na cabeça dos investidores, por conta das tais recompras do estado gaúcho.

Além disso, como o mercado brasileiro tem sua essência pautada no trading e na exportação, está fazendo o movimento contrário e focando sua comercialização dentro do país. Consequentemente, é necessário que o mercado entenda que as grandes indústrias, que são grandes exportadoras, remanejem seus produtos para abastecer o mercado interno.

A partir desses pontos, é normal que a Bolsa de Chicago tenha reações, mas é essencial que os investidores tenham um olhar cauteloso com isso, até porque os fundos já estão comprados nas suas posições líquidas.

Segundo Andrea, o cenário atual converge para um momento onde safra norte-americana se concretizará, mas o mercado precisa ter cuidado, por conta dos danos que o tornado deixou nas plantações dos EUA, onde as perdas ainda não foram calculadas, inclusive no estado de Iowa, que é o segundo maior estado produtor de soja.

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