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Milho voluntário causa prejuízos em lavouras de soja

A principal causa pode ser a falta ações preventivas no manejo de resistência

 

Durante a colheita do milho safrinha, é possível ocorrer perdas de grãos e espigas, que podem produzir o chamado milho voluntário, também conhecido como planta guaxa ou tiguera, que impacta na lavoura de soja.

De acordo com o gerente de Produtos e Mercados Centro-Sul da Arysta LifeScience, Ricardo Dias, esta planta deve ser vista como uma espécie agressiva ao cultivo comercial da soja, já que compete por luz, água e nutrientes, comprometendo a produtividade. Alguns estudos apontam que a presença de duas a quatro plantas de milho por metro quadrado pode causar redução de até 50% da produção e soja.

As plantas daninhas estão entre os principais limitantes da produtividade das culturas. As perdas podem chegar a 80%, além da redução da qualidade da produção. O problema se agrava quando há na lavoura a presença de plantas resistentes a herbicidas, uma vez que esses produtos representam o principal método de controle utilizado. 

Dias aponta que este é o caso do milho voluntário. Antigamente, o seu controle químico era feito com o glifosato, porém a aplicação desses insumos não tem mais mostrado resultados satisfatórios, devido ao aumento da resistência.

gerente de Produtos e Mercados Centro-Sul da Arysta LifeScience, Ricardo Dias

Um aspecto a ser observado é que a germinação desse milho pode ser desuniforme, necessitando de mais de uma aplicação de herbicida. A principal recomendação para o controle químico é realizá-lo antes da semeadura ou na pós-emergência da soja, com os inibidores ACCase. Quanto mais jovem a planta, mais fácil o manejo e com menor dosagem. 

Ações preventivas também são de extrema importância para sanar esse problema. É o caso da monitoração do início da planta resistente, que ajuda a evitar a perda de grãos durante a colheita do milho.

Uma vez que haja resistência na lavoura, a dinâmica de manejo deve ser alterada para obter controle mais efetivo do problema, com introdução de novos herbicidas, mecanismos de ação e métodos de controle. Tais medidas são consideradas reativas, pois são adotadas após o aparecimento do problema.

O representante da Arysta disse que esse é um comportamento padrão dos produtores, ou seja, preferem combater a resistência ao invés de preveni-la. Antes mesmo de o problema existir na lavoura, o agricultor deve atuar contra o aparecimento da resistência. A rotação de herbicidas e mecanismos de ação são imprescindíveis para que a resistência não se estabeleça nas lavouras de soja.

Online

Com o objetivo de informar os produtores e distribuidores sobre o uso correto de herbicidas e, assim, ter eficiente controle das plantas daninhas resistentes, a Arysta LifeScience oferece uma importante ferramenta: o portal www.manejoderesistencia.com.br

Na plataforma, encontram-se informações técnicas sobre o manejo de resistência de diferentes espécies pragas e as soluções oferecidas pela Arysta.

Da Redação

Assessoria de Imprensa

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