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Mulheres do agro na volta aos eventos presenciais

Andrea Cordeiro relata palestra dedicada às demandas e necessidades de agricultoras de cooperativa do Paraná

Enfim, o agro começa a retomar os eventos presenciais. Tivemos momentos de eventos totalmente on line, passamos para um formato hibrido e agora eventos tradicionais Brasil afora confirmam o formato 100% presencial.

Há poucos dias, estive me Medianeira (PR) para palestrar na abertura do Dia de Campo da Lar. A data foi especial. Embora seja o terceiro evento no qual a cooperativa destina um dia exclusivo às suas cooperadas, pela primeira vez, uma palestra totalmente dedicada a elas, às suas necessidades e demandas aconteceu.

Quinhentas mulheres de 13 das 14 unidades da Lar do Brasil e do Paraguai estavam presentes. Mulheres de diferentes gerações de uma mesma família: avós, mães, filhas, netas, sobrinhas, noras.

Nos meus 25 anos de agro, nunca em um evento presencial eu havia observado isso. Mães com suas filhas crianças. Uma concentração de mulheres de uma mesma família buscando capacitação. Foi emocionante.

Como paranaense de coração, por já ter vivido mais de metade da minha vida no estado, o evento teve um grau extra de responsabilidade.

Além das consequências climáticas de uma safrinha anterior frustrada, vivenciamos nesta safra uma terrível estiagem na região sul e foi exatamente isto me provocou trazer reflexões sobre como essas mulheres poderiam usar suas habilidades e seus protagonismos para que em família pudessem superar esta fase.
Decidi abordar a relevância do agro brasileiro e, em especial, do Paraná, para a economia brasileira e o alcance mundial do que produzimos e fazemos no Brasil.

Trouxe dados, projeções, mostrei cenários, tracei tendências. E ao mostrar esses dados, consegui lincar a importância do papel daquelas profissionais não somente para seus negócios, mas para a comunidade em que vivem, para o estado em que moram e por fim para o país.

Acredito que, em tempos difíceis, maiores nossas responsabilidades.

A agricultura, uma indústria a céu aberto, precisa sempre inovar, reciclar, capacitar e neste ano complicado na região, a safrinha, que já é safrona, será a cultura que fará diferença no resultado dessas famílias.

Mais do que nunca, o agro paranaense precisará de homens, mulheres e jovens, juntos pensando, atuando e construindo o agro do futuro.

Também compartilhei com elas algo em que acredito profundamente: que a excelência do setor está em detalhes e que muitas vezes ações simples garantem grandes resultados.

Por fim, não tenho palavras para expressar a maneira carinhosa pela qual fui recebida por todos. Desde a equipe do educacional, time comercial de grãos e insumos, conselheiros, diretoria executiva, colaboradores e parceiros do evento.

Também não consigo traduzir em palavras a energia daquelas mulheres que, atentas, me acompanharam durante minha apresentação e que comigo vieram conversar enquanto eu visitava os estandes ou que me mandaram mensagens pelas redes sociais.

Termino afirmando que faço o que amo. Levar conhecimento ao mundo agro é minha missão, me realiza. E a cada evento aprendo e me motivo a ser uma profissional melhor e mais preparada.

Um forte abraço.

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