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Presidente da Cooperativa de Pedrinhas Franco Di Nallo afirma que perda com a colheita de milho safrinha deve ficar abaixo do esperado

O presidente da Cooperativa Agropecuária de Pedrinhas Paulista, Franco Di Nallo, recebeu a reportagem da Folha de Pedrinhas na manhã da última terça-feira, dia 24 e segundo ele, o volume de exportação de milho o surpreendeu positivamente, pois nunca imaginava que pudesse presenciar esta situação.
Os volumes de milho na Cooperativa de Pedrinhas sempre foram altos, e com a nova realidade os silos da entidade estão praticamente sem milho. Di Nallo atribui esta situação a questão do câmbio que faz com que o preço da saca de milho fique acima do esperado. “Em 22 anos à frente da cooperativa eu jamais podia imaginar que iria presenciar o fato de uma escassez de milho, em especial em nossos estoques” comemora Di Nallo.
Segundo Di Nallo, a perspectiva da colheita da safrinha está mais otimista que a registrada na edição anterior do Informativo CAP, quando afirmava que os números apontados eram de uma perda por volta de 30% a 35% na colheita da safrinha. Após a chuva do início do mês observaram que as lavouras de milho na região de atuação da Cooperativa não sofreram estragos tão grandes como o esperado. As lavouras se recuperaram muito bem do período de estiagem do mês de abril, deixando um cenário mais otimista para a colheita da safrinha.
Para ele um fator predominante para que o milho pudesse se recuperar rapidamente foi que o agricultor não se desanimou com os problemas sofridos em suas plantações e manteve os investimentos nos tratos culturais da mesma com aplicações de defensivos e a realização de adubação de cobertura entre outros. “Mesmo com o clima adverso, o produtor apostou no valor pago pela saca de milho, e isso o levou a investir, mesmo contra o cenário adverso”, afirma Di Nallo.

Mercado do milho – O presidente também fez um alerta aos associados de que a realidade do preço do milho em plena safra não deve ficar nestes patamares, principalmente se a produção ficar dentro do mercado interno. “Não aconselho ninguém a criar tais expectativas com relação ao valor da saca de milho na casa de R$ 47 a saca”, e adianta que, como agricultor, assim que colher a primeira área de milho, em meados de junho, vai comercializar em seguida, pois acredita que os preços ainda estarão acima da realidade de mercado, no entanto isso não poderá durar muito tempo.

Plantio da soja – Com relação ao plantio da próxima safra, Di Nallo disse que a Cooperativa adquiriu antecipadamente um volume de sementes que será necessário para o plantio da próxima safra. Ele esclarece que os cooperados que já fizeram a reserva da cultivar Potência terão maior chance de ser atendidos, no entanto quem não fez terá que utilizar outras cultivares, pois o volume desta variedade já se esgotou.
Di Nallo já havia informado isso aos associados no mês de abril, pois devido a grande estabilidade produtiva desta cultivar a procura pela mesma é grande.
Segundo informações apuradas pela redação da Folha de Pedrinhas, a cultivar Potência deixará de ser multiplicada já nesta safra, obrigando os produtores a realizarem o plantio de outras cultivares como teste de aptidão em suas áreas, com o objetivo de selecionarem cultivares RR ou convencionais que sejam adaptadas a nossa região.
Com relação a área de milho verão, o presidente disse que a probabilidade é que se mantenha nos atuais 5%, principalmente porque como são áreas isoladas há um ataque severo de javaporcos, comprometendo assim rentabilidade dos produtores.

Franco Di Nallo recebeu a reportagem da Revista Agrícola em seu escritório
Franco Di Nallo recebeu a reportagem da Revista Agrícola em seu escritório

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