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Presidente da OCESP fala à Revista Agrícola sobre a taxação de ICMS e convida agricultores para o Tratoraço

O presidente da OCESP, Edivaldo Del Grande, conversou por telefone com a reportagem da Revista Agrícola durante a tarde desta última terça-feira (05). Questionado sobre a taxação de 4,14% de ICMS sobre os produtos agrícolas decretada pelo Governador do estado de São Paulo, Del Grande diz que a medida, tratada na Lei 17.293/2020 e no Decreto 65.254/2020, vai aumentar os custos de produção no campo e refletir nos preços dos alimentos para o consumidor final, em plena crise causada pela pandemia. “Taxar comida em um momento de pandemia é inaceitável”, comentou o presidente.

Para tentar reverter a decisão tomada pelo Governo e incentivar uma negociação entre as autoridades governamentais e a classe produtora, a OCESP lançou um abaixo-assinado que está disponibilizado neste link para que a população em geral possa mostrar seu posicionamento em relação à situação. 

Além da petição, está sendo promovida a manifestação Tratoraço, marcada para amanhã, quinta-feira, dia 7 de janeiro, em diversos municípios do estado de São Paulo. Segundo Del Grande, se o Governo não revogar a decisão, os movimentos contra o aumento da carga tributária vão crescer muito, com a inclusão do comércio e dos consumidores de uma maneira geral. “Não é uma luta só do agro, é do consumidor final. São eles que vão pagar a conta”, ressalta o presidente.

Esse é um dos motivos pelos quais algumas manifestações serão realizadas em frente a mercados. “Queremos fazer a conscientização dos consumidores finais”, explica Del Grande. Por isso, o desejo do presidente é de que seja um movimento “barulhento” e volumoso, mas ordeiro e livre de tendências políticas.

Para que o objetivo seja conquistado, Del Grande pede que os produtores parem o serviço no campo por pelo menos um dia para participar em massa da manifestação. “Perca um dia de trabalho, mas ganhe dois anos de dinheiro e economia para nós e para os consumidores. Se perdermos, vamos pagar insumos mais caros, a população vai comprar alimentos mais caros e podemos perder postos de trabalho”, explica o presidente, que também é produtor e irá suspender o cultivo de cana-de-açúcar em sua propriedade no dia 7 para participar do protesto. 

No final da entrevista, Del Grande mandou uma mensagem para os paulistas: “Estamos lutando para que esse governo nos reconheça, volte atrás e não faça essa barbaridade. Para isso, precisamos de cada um dos produtores, cooperadores, associados dos sindicatos e da população em geral. Entendam que isso gerará uma recessão dentro das cidades de São Paulo, principalmente no interior. É coisa séria”, finalizou o presidente da OCESP.

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