Notícias Rally da Soja 2017 São Paulo

Rally passa pelo Dia de Campo da Associação do Plantio Direto

RENATA BALDO

A Associação do Plantio Direto do Vale Paranapanema (APDVP) realizou no último dia 30 de novembro, na Fazenda Santo Antônio, propriedade dos Irmãos Coda na Água do Barbado – município de Florínea/SP, um Dia de Campo sobre Irrigação e o Rally da Soja da Revista Agrícola esteve presente. A APDVP completa 20 anos em 2018 e tem o Fórum de Debate sobre Sistema de Plantio Direto realizado anualmente como o principal momento de difusão de conhecimento e troca de experiência entre seus associados.

De acordo com o presidente da APDVP, Benedito Helio “Bertola” Orlandi, o Dia de Campo na propriedade dos irmãos Coda é o primeiro de uma série de eventos que se pretende realizar neste mesmo formato. “Está é uma oportunidade que criamos para nossos associados conhecerem mais sobre produtos e serviços que auxiliam a atividade no campo como a Viabilidade de irrigação em Sistema de Pivôs Centrais e a Demonstração de Gerenciamento da Safra com aumento dos lucros”, comenta.

No transcorrer do Dia de Campo em Florínea houve também demonstração da Xavier Ferramentas e palestra patrocinada pela Carriel sobre Sistemas de Irrigação, tema que considerou o potencial hídrico muito grande da região. Em seguida GRAAgrícola apresentou um software para o produtor interessado em trabalhar a gestão das inovações tecnológicas. “O produtor hoje tem que levantar seu custo de produção e fazer com que sua propriedade funcione como uma empresa”, entende Bertola.

O presidente da APDVP acredita que “Refugio” seja um bom tema para o próximo Dia de Campo, uma vez que mais do que saber trabalhar com as ferramentas que a tecnologia está disponibilizando para quem trabalha no campo é fundamenta preservar as tecnologias que a pesquisa leva anos para desenvolver e dispor em benefício de quem produz. “Estamos aqui enfatizando a importância de fazermos uso racional das tecnologias que temos hoje para não perdê-las amanhã”, frisa.

Geanpiero Leone Coda produtor rural e anfitrião do Dia de Campo na Fazenda Santo Antônio em Florínea juntamente com seus irmãos Silvia e Leonardo, planta soja em aproximadamente 160 alqueires. Este ano conseguiu iniciar o plantio um pouco antes da maioria dos colegas produtores em sua região graças à irrigação. Mesmo com falta de chuva o plantio começou já na primeira semana de outubro na área favorecida pelo sistema de pivô central, continuando no pó em parte do solo e sendo concluída a ultima parte depois da chuva.

O manejo na propriedade dos Irmãos Coda também já começou com uma preocupação especial para o aparecimento de percevejo e com a ferrugem asiática. “Já começamos aplicações preventivas há 20 dias e inclusive com aplicação para Antracnose, que também é historicamente presente na região, assim como o nematóide”, conta Gean comentando também que a média de produção na propriedade sua e de seus irmãos na safra passada foi de 156 sacas/alqueires, feito a ser igualado ou possivelmente superado nesta safra verão.

Gean é otimista especialmente pelo fato de, na Fazenda Santo Antônio, ser trabalhada a rotação de culturas. “No verão ou no inverno sempre que há identificação de nematóide, por exemplo, é feito rotação de culturas ou coquetel com crotalária, nabo forrageiro, aveia, entre outras”.

Os irmãos Coda plantam 306 alqueires, dos quais atualmente 90 são ocupados pela cana-de-açúcar, 160 pela soja, e 50 por feijão aproximadamente. O sistema de irrigação por pivô central favorece principalmente as culturas da soja e do feijão em uma extensão de 120 alqueires. Além da rotação, para controlar o nematóide os irmãos Coda também investe em nematicidas presentes no tratamento de semente e aplicações foliares. “O Pivô Central nos dá uma segurança de produção, tanto que já ocorreu de ano muito seco colher 160 sacos dentro da área irrigada e apenas 30 na área não irrigada”, conclui.

O pesquisador científico da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta – Médio Paranapanema), Sérgio Doná, considera de grande importância para a região um evento relacionado ao Sistema de Plantio Direto e, em especial, a possibilidade de irrigação. De acordo com Doná, na região do Médio Vale Paranapanema é formada em 70% por terras frágeis, ou seja, de textura arenosa e com maior propensão a ocorrência de erosões. “Principalmente em área de cana-de-açúcar temos tido bastante problema com erosão, o que tem nos alertado para iniciar trabalhos onde tem esse tipo de cultivo”, expõe.

Doná comenta que em 2007/08 a Apta-MP fazia ensaios de avaliação de cultivares de soja para dar suporte para os técnicos da iniciativa publica e privada na recomendação dos materiais mais adequados aos diferentes ambientes na região como um todo, mas esse trabalho foi interrompido por um tempo quando o pesquisador que coordenava essa atividade foi para outra região. O pesquisador conta que a demanda por esse trabalho de pesquisa continua e esse ano, por meio de uma parceria com a Coopermota, será retomado tanto em solos de textura arenosa quanto em solos de textura argilosa, dando enfoque para o plantio de soja no sistema de plantio direto em área de reforma de cana-de–açúcar.

 

Patrocínio Ouro

O Rally da Soja teve início na segunda quinzena de setembro de 2017 e vai se estender até fevereiro de 2018. O Projeto tem o patrocínio da BASF e Sementes Elitt. O Rally percorrerá regiões do Estado de São Paulo e Paraná.

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