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Pesquisador reafirma a necessidade de evoluir a qualidade de semeadura

Na terceira parte de sua entrevista, a primeira coisa que Dirceu Gassen destaca com relação à semeadura é a evolução dos preços. Disse que, hoje, a semente de soja mais barata custa R$ 4 o quilo; as mais caras, R$ 8 o quilo. “Uma semente por metro quadrado varia entre R$ 6 a R$ 12 por hectare. Não há mais espaço para comprar semente ruim e nem colocar mais sementes para compensar falhas, porque o preço mudou”.

Em segundo lugar, ele disse que com uma semente de qualidade o tratamento passa a ser algo barato e absolutamente necessário. “Eu vou colocar a semente naquela camada de quatro a cinco centímetros de atividade química, física e biológica mais intensa na natureza, onde apodrece a palha, há microrganismos, insetos, animais, decomposição de material orgânico, produção de ácidos e uma variação diária de temperatura”, explica. “Então, em suma, nós vamos colocar uma semente com elevado teor de proteína com umidade que naturalmente é alimento para toda a fauna que existe nessa superfície de solo. Por isso a necessidade de uma semente de qualidade com o melhor tratamento possível”, acrescenta. “O custo da semente evoluiu, a necessidade de se ter semente de qualidade evoluiu, então, proporcionalmente é necessário evoluir a qualidade de semeadura para garantir que cada planta construa o seu potencial”, completa.

Ele afirmou que isso é fundamental para a semente germinar, garantir uma plântula robusta e em 60 dias produzir a glicose que precisa para encher grão, completando os 90 dias. A expectativa é que cada planta produza entre 18 a 30 gramas de grãos. E Gassen faz a matemática novamente: 20 plantas com 20 gramas de grãos são 400 gramas; 20 plantas com 30 gramas de grãos, ou 30 plantas com 20 gramas de grãos são 600 gramas. 600 gramas = seis mil quilos = 100 sacas por hectare.

Da Redação 

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