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Melhoramento genético de trigo branqueador oferece um dos pacotes agronômicos mais completos do mercado

O consumidor está cada vez mais exigente e as indústrias acompanham suas demandas, inovando e qualificando seus produtos. Com esse cenário, o mercado de trigos diferenciados está constantemente em expansão e o trigocultor está buscando alternativas que ajudem a aumentar sua rentabilidade. Um grande exemplo de como as como técnicas modernas de melhoramento genético evoluíram para atender essas exigências é o trigo branqueador da TBIO Duque. A nova cultivar desenvolvida pela Biotrigo Genética vai chegar nessa safra de 2020 com dois grandes diferenciais no segmento dos trigos branqueadores: aumento do potencial produtivo e da segurança para quem produz esse tipo de grão, com maior resistência às doenças de difícil controle.

As características da cultivar foram essenciais para que a cooperativa Cocamar, de Maringá-PR, passasse a recomendar a produção do trigo branqueador para seus cooperados. Até 2017 o produtor não recebia nenhum direcionamento para produzir determinado tipo de cultivar. Segundo o gerente técnico de culturas anuais da Cocamar, Rafael Herrig Furlanetto, foi a partir da aquisição do moinho de trigo que a cooperativa identificou a demanda da indústria e de seus clientes por farinhas especiais, e que, para isso, necessitava de matéria-prima de qualidade. “O trigo branqueador é um produto especial, pois viabiliza todos os elos da cadeia e com o TBIO Duque, o cooperado ganha cultivando um material moderno, com alto teto produtivo e bom pacote fitossanitário”, destaca.

Três pilares no pacote fitossanitário

Os pilares da cultivar, que incluem nota 7 para a resistência à Brusone na folha e espiga; tolerância à germinação na espiga e ótima reação à seca, atendem a preocupação do produtor por um bom pacote fitossanitário. Ela supre a demanda do mercado consumidor enquanto oferece liquidez no negócio do produtor e segurança no campo, essas são as principais vantagens do trigo branqueador da TBIO Duque. O supervisor comercial da Biotrigo, Deodato Matias Junior, explica que a cultivar vai alavancar a produção desse tipo de trigo. “TBIO Duque se diferencia pelo seu alto nível de resistência às principais doenças, como Manchas Foliares, Bacteriose, Brusone e germinação na espiga, facilitando a condução e reduzindo proporcionalmente os custos da lavoura, além de trazer em sua genética a credibilidade, qualidade e a excelente produtividade dos trigos que o originaram: TBIO Noble – melhorador/branqueador para farinhas fortes e claras – e TBIO Toruk – a cultivar de trigo mais semeada do Brasil por seu rendimento já amplamente reconhecido. Esta última característica de alto rendimento, foi algo que TBIO Duque herdou e com certeza o diferencia das demais cultivares do segmento branqueador”, explica.

Influência do padrão de consumo brasileiro

A supervisora de qualidade industrial da Biotrigo Genética, Kênia Meneguzzi, destaca que o cruzamento dos materiais através do melhoramento genético realizado pela empresa tem total influência do padrão de consumo brasileiro. Ela aponta que os consumidores do Brasil têm exigências bem particulares e que mudam de região para região. “É por meio do melhoramento genético e dos testes de panificação que podemos atender essas demandas, trazendo mais liquidez tanto para quem produz – agricultores, moinhos e indústrias, que precisam de rentabilidade e segurança em seus processos – como para o consumidor – que deseja uma qualidade constante no produto final, ou seja, pães de forma mais macios e com miolo branquinho e o pão francês mais craquelado e com bom volume, entre outras características”. Essa demanda, segundo a supervisora, criou um nicho de mercado para o trigo branqueador.

A qualidade do produto final depende de vários fatores, por isso, segundo Meneguzzi, é necessário a realização de testes das linhagens ainda em desenvolvimento no campo e também diretamente nos moinhos. “Recebendo o feedback positivo da indústria moageira e em seus testes de laboratório e padaria experimental, a Biotrigo dá sequência ao processo, lançando a nova cultivar no mercado. Porém, caso o feedback seja negativo, aquela linhagem é excluída do programa de melhoramento. Este é o nosso compromisso com a cadeia produtiva do trigo”, ressalta.

Projetos valorizam trigos branqueadores

Algumas cooperativas e cerealistas já trabalham com cultivares de trigo branqueadoras, remunerando o cereal com um diferencial de preço no momento da comercialização ou mesmo aumentando a liquidez na hora da venda. “TBIO Duque faz parte do portfólio aberto da Biotrigo. Porém, sempre se sugere que seja direcionado a trabalhos de segregação em unidades de recebimento para que suas características sejam mantidas”, complementa Deodato.

A cooperativa Cocamar terá na safra desse ano 10% de sua área destinada aos materiais branqueadores. De acordo com Furlanetto, esse é o momento de observar o desempenho da cultivar no campo. Porém, o feedback da apresentação do TBIO Duque nos eventos e dias de campo já foi positivo. “O TBIO Toruk ainda é o material mais cultivado em nossa região. Duque, sendo filho de Toruk e trazendo o bom potencial produtivo, o gene para tolerância à brusone e o pacote fitossanitário compatível com o mercado, tem tudo para ganhar mais espaço na próxima safra”, prevê.

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