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Vai ser dada a largada: Plantio da soja será liberado no Paraná no próximo dia 11

 

 

Vazio sanitário, medida usada no controle da ferrugem-asiática, durou 90 dias. Depois desta data, a semeadura da soja segue até 31 de dezembro

Encerra no próximo dia 10 de setembro o vazio sanitário da soja no Paraná, que iniciou em 10 de junho. A estratégia de ficar 90 dias sem plantar é utilizada durante a entressafra para o manejo do fungo causador da ferrugem-asiática. No período, também se reduz a aplicação de fungicidas nas áreas de plantio. A doença, presente em todas as regiões produtoras do Brasil, causa a desfolha precoce, que prejudica a formação e enchimento dos grãos reduzindo a produtividade. Com o fim do vazio sanitário, a semeadura da soja para safra de verão 2019/2020 poderá ser feita até o dia 31 de dezembro. Porém, Engenheiros Agrônomos adiantam que o plantio só poderá ocorrer a partir do dia 11 após chuva, porque o solo tem que estar úmido para receber as sementes do grão.

O plantio da soja que será iniciado nos próximos dias deverá ocorrer em torno de 5,9 milhões de hectares, com aumento de 30 mil hectares da área plantada na safra anterior. As informações são do Departamento de Economia Rural, da Seab (Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento). De forma geral, segundo o Deral, a estimativa da safra de grãos 2019/2020 é de 23,3 milhões de toneladas – volume 18% maior ante a safra anterior. O plantio será feito em 336 mil hectares.

Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, se o clima for favorável e, com o nível de preços atuais, o estado poderá superar 40 milhões de toneladas com a inclusão de safras de outono e inverno.

Sobre a safra de grãos anterior (2018-2019), o inspetor do Crea-PR (Conselho de Engenharia e Agronomia do Paraná) da gestão 2018-2019, Engenheiro Agrônomo Paulo Milagres, que também é da Emater, diz que o balanço foi positivo.

“A safra que se iniciará vem com boas expectativas, pois o preço da saca de 60 kg da soja de R$ 75,00 é animador, assim como o valor do dólar de R$ 4,12 para exportações do grão. Ou seja, o incentivo é maior para que o produtor plante mais soja que milho. Mas, além da data do fim do vazio sanitário, Milagres alerta que o produtor precisa de chuva para começar a semeadura,” adianta.

De acordo com o Deral, a soja é responsável por 91% da área plantada no Paraná e 82% da produção total de grãos de verão. Dos 6 milhões de hectares previstos para a primeira safra, 5,5 milhões são para cultura. As estimativas contam com um cenário positivo, sem a seca, que em 2018 reduziu a cultura de soja em 3 milhões de toneladas. Atualmente, os produtores do Paraná estão no final da colheita do milho safrinha, que deve alcançar produção total de 13,7 milhões de toneladas.

Na região atendida pela Cocamar (Cooperativa Agroindustrial), a safra de soja 18/19 teve quebra de 37% na produtividade em virtude da estiagem severa que atingiu as lavouras na fase reprodutiva. Em relação ao milho safrinha, os produtores ainda não dessecaram as áreas em virtude da falta de umidade de agosto.

Segundo o gerente técnico da Cocamar, Engenheiro Agrônomo Rafael Furlanetto, a produtividade do milho safrinha quebrou 13%, porém a colheita ainda não terminou. Para a próxima safra de soja, “a expectativa é de chuvas dentro da normalidade e o produtor está preparado para o início da semeadura”, reforça.

Além da soja e milho citados na reportagem, outras culturas também são produzidas no Paraná como feijão, cevada, café e trigo.

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